ISBN: 978-65-5113-470-8
IDIOMA: Português
NÚMERO DE PÁGINAS: 155
NÚMERO DA EDIÇÃO: 1
DATA DE PUBLICAÇÃO: 12/02/2026
A promessa do teletrabalho era sedutora: flexibilidade, autonomia e o conforto do lar. Mas, para milhões de mulheres brasileiras, a realidade se revelou bem diferente. Ao derrubar as paredes entre o escritório e a casa, o home office fundiu a jornada profissional com a carga invisível do cuidado doméstico, criando uma rotina de disponibilidade integral e exaustão silenciosa. Nesta obra, Júlia Maria Feliciano vai além do debate superficial sobre produtividade. Com uma análise jurídica afiada e fundamentada na teoria da reprodução social, a autora expõe como a legislação trabalhista atual — ao isentar o teletrabalho do controle de jornada — institucionaliza a precarização feminina e ignora a dupla jornada.
SOBRE A AUTORA
AGRADECIMENTOS
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 1
TELETRABALHO, SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E CONSEQUÊNCIAS
1.1 Conceito de trabalho em Marx: reflexos sociais e econômicos
1.2 As variações do trabalho à distância: teletrabalho, trabalho remoto e home office
1.3 Vantagens e desvantagens do teletrabalho
1.4 Ambiente de trabalho e a sobreposição com ambiente doméstico no teletrabalho
1.4.1 Os princípios do meio ambiente do trabalho
1.4.2 Material e imaterial: as formas de ambiente do trabalho
1.5 Legislação, convenções nacionais e internacionais sobre o teletrabalho
1.6 Possibilidade da negociação coletiva para reconhecer as injustiças de gênero no teletrabalho
CAPÍTULO 2
GÊNERO, INJUSTIÇAS DE GÊNERO E RELAÇÕES DE TRABALHO NO BRASIL
2.1 A precarização do trabalho
2.1.1 A precarização do trabalho da mulher
2.2 Reflexos econômicos das atividades sociorreprodutivas
2.3 Igualdade e políticas públicas para as mulheres em teletrabalho
2.3.1 A lei emprega mais mulheres. lei nº 14.457 de 21 de setembro de 2022
2.4 A política nacional de cuidados
2.5 Planos de ações empresariais: pesquisas organizacionais, comitê especializado e banco de dados
2.6 Da teoria prática em face da legislação vigente
CAPÍTULO 3
NEGOCIAÇÕES COLETIVAS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E SUA APLICAÇÃO NA PROMOÇÃO DA IGUALDADE DE GÊNERO NO TELETRABALHO
3.1 Os princípios da negociação coletiva
3.2 Funções da negociação coletiva do trabalho
3.3 Níveis da negociação coletiva
3.4 Sujeitos das negociações coletivas: a fundamental participação sindical
3.5 A natureza da negociação coletiva como direito fundamental social: liberdade sindical, autonomia privada coletiva e a dignidade do trabalho da mulher
3.6 Instrumentos de contratualização das negociações coletivas: os acordos e convenções trabalhistas
3.7 Análise de negociações coletivas no estado do Paraná: perspectivas para o teletrabalho das mulheres
3.8 A via negocial como instrumento essencial para a efetivação da igualdade de gênero no teletrabalho frente à legislação trabalhista
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS