ISBN: 978-65-5113-595-8
IDIOMA: Português
NÚMERO DE PÁGINAS: 206
NÚMERO DA EDIÇÃO: 1
DATA DE PUBLICAÇÃO: 25/05/2026
O cerrado ocupa 23,3% do território brasileiro, é menor apenas do que bioma amazônia. É no seu território que nascem 8 das 12 regiões hidrológicas brasileiras, incluindo a nascente do Velho Chico, o Rio São Francisco. Suas árvores baixas e de galhos tortuosos, com raízes profundas, penetram o solo de um bioma antigo, que viu e verá muitas histórias. O cerrado abriga uma enorme biodiversidade de frutos, plantas – incluindo medicinais –, répteis, insetos, peixes, mamíferos e, ainda, de seres humanos – afinal, nós também somos parte do bio (do grego, vida) deste planeta. Apesar disso, o cerrado é um bioma muitas vezes esquecido no direito ambiental no Brasil. A Constituição Federal de 1988 o negou o status de “patrimônio nacional”; não há uma norma federal de proteção específica (como a Lei da Mata Atlântica, Lei nº 11.428/2006, e a Lei do Pantanal, Lei nº 15.228/2025); e a atenção dos ambientalistas está majoritariamente voltada à amazônia. Buscando lançar luz a um bioma tão rico, o cerrado, surge este livro. Ele não nasce apenas da pesquisa jurídica objetiva e imparcial, mas também do incômodo pessoal de uma filha do cerrado. Nas páginas que seguem nesta obra, a autora se debruça sobre a incorporação do cerrado no conjunto normativo ambiental brasileiro. Além disso, a obra é acompanhada do estudo da jurisprudência no âmbito do controle concentrado de constitucionalidade, afinal, os juízes também são construtores do direito moderno, não apenas o legislador. Buscou-se compreender o nível de proteção normativa dada ao bioma e seus desafios práticos. A obra é no fim uma dedicatória a um território rico e cheio de vida, mas que ainda é lembrado apenas por seu potencial agrícola. O cerrado é mais – muito mais – do que isso e este livro demonstra isso muito bem!
Sobre a Autora
Agradecimentos
Prefácio
Introdução
CAPÍTULO 1
A INSUFICIÊNCIA DE PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL AO BIOMA CERRADO
1.1 A complexidade constitucional e a proteção do meio ambiente
1.2. A disputa constitucional pelo acesso à Terra
1.3 A omissão constitucional - proposital - do cerrado
1.4 Uma visão holística da proteção ambiental do art. 225 da Constituição
CAPÍTULO 2
A COMPLEMENTARIDADE INFRACONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO AO BIOMA
2.1 A relevância da proteção infraconstitucional ao cerrado
2.1.1 A formação desordenada e utilitarista do arcabouço normativo de proteção ambiental no Brasil
2.1.2 A ambiguidade do Código Florestal de 2012: contradições entre os objetivos almejados e os meios empregados
2.2 O condomínio legislativo e o dever comum de proteção ambiental
CAPÍTULO 3
AS LEGISLAÇÕES ESTADUAIS E A PROTEÇÃO SOCIOAMBIENTAL DO CERRADO
3.1 A proteção fragmentada do cerrado nas políticas estaduais florestais
3.2 A capacidade protetiva dos incentivos aos particulares nas normas estaduais de proteção ambiental
3.3 A tensão dos conflitos fundiários no cerrado
3.4 Conflito com os interesses imobiliários nas áreas urbanas de cerrado
3.5 O potencial das Unidades de Conservação para a defesa ecológica e conscientização ambiental
Considerações finais
Referências
Anexos